Símbolo da luta pelos Direitos Humanos, Nelson Mandela ficará sepultado em Qunu, ao lado de familiares. Último adeus será dividido entre cerimónias privadas e públicas, onde são esperados milhares de pessoas.
As cerimónias fúnebres de Nelson Mandela, que morreu ontem aos 95 anos, deverão durar mais de dez dias, entre atos públicos e privados, mas falta definir a duração do luto oficial, segundo a imprensa sul-africana.
(atualização 14h00) Entretanto, o Presidente sul-africano Jacob Zuma anunciou que o funeral vai realizar-se no próximo dia 15, domingo. Antes falava-se no dia 21, segundo a agência France-Press, e surgiam nos media locais diversas pessoas a defender o dia 16 por ser o feriado da Reconciliação na África do Sul.
O Presidente Jacob Zuma anunciara ontem que será um funeral de Estado completo, embora não revelasse a duração, mas os jornais sul-africanos dizem que as cerimónias serão longas, podendo durar até 12 dias, e espera-se que hoje fiquem definidos os pormenores.
O país está de luto e as bandeiras vão continuar a meia-haste até ao funeral de Madiba, que deverá realizar-se numa cerimónia privada na aldeia-natal de Qunu, na provincia do Cabo Oriental, ao lado dos túmulos de familiares, tal como Mandela desejava.
Até lá o corpo de Mandela permanecerá na sede do governo sul-africano, em Pretória, e os cidadãos terão muito tempo para prestar homenagens.
A mayor da Cidade do Cabo, Patricia de Lille, já apelou à participação de todos no último adeus a Madiba, garantindo que a cidade já se está a preparar para as despedidas ao símbolo da luta contra o apartheid e Nobel da Paz.
De acordo com o município, a praça Grand Parade, onde Mandela discursou após a saída da prisão, a 11 de fevereiro de 1990, será o principal palco das homenagens, o que leva ao encerramento ou condicionamento do trânsito nas ruas da área. Serão também disponibilizados mais transportes para o local.
Sul-africanos deixam mensagens e flores
Entretanto, vários líderes religiosos fazem vigílias pelo país e centenas de cidadãos prestam condolências, deixando mensagens e flores nas igrejas e junto à casa de Mandela, em Joanesburgo.
Está prevista uma cerimónia oficial no estádio Soccer City, em Joanesburgo, onde decorreu a Final do Mundial de Futebol em 2010, e onde Nelson Mandela apareceu pela última vez em público. Além disso, o Parlamento terá também uma sessão especial de homenagem ao primeiro presidente negro do país, eleito em 1994.
Nelson Mandela morreu na quinta-feira, aos 95 anos, junto da família, depois de uma luta de vários meses contra uma infecção pulmonar.
"Tudo o que eu posso fazer é agradecer a Deus ter tido um avô que amou e guiou todos na nossa família. A melhor lição que ele nos ensinou foi a necessidade de estarmos preparados para servir os outros", declarou o neto Mandla Mandela.
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